Prefeitura de Curitiba lança campanha contra violência doméstica e anuncia verbas para a saúde feminina

Neste dia 8 de março, o Memorial de Curitiba foi palco de um evento especial em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, com a presença do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, da primeira-dama Paula Mocellin e da secretária municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial (Smir), Marli Teixeira Leite.

Durante o evento, promovido pela Smir, foi lançada a campanha “Promessas de amor que são quebradas”, com a intenção de ampliar o debate sobre a violência doméstica e colocar os homens no centro da estratégia de prevenção.

O prefeito Eduardo Pimentel aproveitou a oportunidade para parabenizar todas as mulheres presentes e pedir apoio na divulgação da campanha.

“Este é um evento importante e simbólico. Quero pedir a todos os presentes que compartilhem essa campanha em suas redes sociais, para fortalecer nossas mulheres e conscientizá-las sobre a importância da denúncia em casos de violência. Nós, como gestão municipal, estamos aqui para dar suporte e acolhimento”, disse Pimentel.

A iniciativa chega em um momento em que o feminicídio ainda é um problema social em todo o país. Só em Curitiba, entre janeiro e setembro de 2025, foram registrados sete casos do crime. Atualmente, cerca de 80% dos feminicídios são cometidos por companheiros ou ex-companheiros.

A secretária Marli destaca que a resposta do município a esses números é institucional e urgente, feita a muitas mãos. “Hoje nós estamos aqui para marcar uma data, mas não é uma comemoração vazia. É um momento de conscientizar mulheres, mas principalmente homens de que mulher não é propriedade. O trabalho da secretaria é intenso e feito com apoio de toda a Prefeitura, para que em Curitiba, e quiçá em todo o Brasil, tenhamos feminicídio zero”, disse Marli.

A proposta é estimular a identificação de comportamentos como controle, ciúme excessivo, humilhação e intimidação, muitas vezes naturalizados, antes que evoluam para agressões físicas e até o feminicídio. A iniciativa também reforça que reconhecer esses sinais, interromper o ciclo de violência e buscar ajuda são atitudes capazes de salvar vidas, além de destacar que repudiar a violência, assumir responsabilidades e pedir apoio também fazem parte de uma postura masculina responsável.

Em Curitiba, a população conta com estruturas de acolhimento institucional, como a Pousada de Maria e a unidade Encontro com Deus, que mantêm vagas para mulheres e filhos que precisam sair de casa para escapar da violência.

Saúde da Mulher

O evento também foi o momento de anúncio de uma emenda federal em benefício da saúde da mulher curitibana. O recurso de R$ 1,8 milhão será destinado ao diagnóstico e tratamento da endometriose, doença ginecológica crônica que pode causar inflamação, dor e infertilidade. A iniciativa deve beneficiar cerca de 2 mil mulheres.

Além disso, parte da verba será destinada ao avanço da fila de densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos e permite detectar precocemente a osteopenia e a osteoporose. O procedimento é indolor, rápido e avalia o risco de fraturas, principalmente no fêmur e na coluna.

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