Quatro Barras

Defesa Civil cria iniciativas de prevenção à soltura de balões

(Foto: PMQB)

Por conta das festividades de São João, soltar balões é mais frequente nos meses de junho e julho. Além dos sérios riscos de incêndio, vender, fabricar ou soltar esses objetos é crime, segundo o artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº. 9.605/1998), que pode levar à multa de R$ 5 mil e até três anos de prisão a cada balão.

Quatro Barras é alvo do lançamento de diversos balões devido a seus pontos turísticos e sua ampla vegetação, o que torna essa prática ainda mais perigosa. A Defesa Civil municipal tem feito campanhas de prevenção e conscientização da população pelas redes sociais, além de cursos de capacitação da brigada de incêndio voluntária Combatentes do Anhangava.

Mas os incêndios não atingem somente as áreas ambientais. De acordo com a coordenadora da pasta, Rosamaria Duarte, há o risco de grandes desastres caso haja queda de balões nas áreas industriais ou urbanas da cidade. 

“O balão pode provocar incêndios em casas, incêndios florestais, incêndios em indústrias. Nós temos muitas indústrias químicas em Quatro Barras, como de tintas e de explosivos”, disse. A Defesa Civil chegou a registrar oito lançamentos no município em um só dia (31/5).

O clima seco, típico dessa época do ano, aumenta a propagação do fogo dos incêndios florestais. Pode também ocorrer a interrupção no fornecimento de energia elétrica caso atinja a linha de transmissões. Em julho de 2018, Curitiba ficou com 130 mil casas sem luz após curto-circuito provocado pela queda de um balão.

Denuncie essa ilegalidade pelos números: 190 (Polícia Militar), 199 (Defesa Civil) ou 153 (Guarda Municipal).