Política

Deputado David Miranda era garoto de programa e vendia drogas em boate gay no Rio de Janeiro

Ele ainda aliciava gays para atuar dos filmes pornográficos de Greenwald pelo cachê de mil reais. O valor poderia subir se os jovens topassem fazer sexo sem camisinha em frente as câmeras. A reportagem conversou com dois deles

Amigo da dançarina Lacraia, o Deputado David Miranda do PSOL, vendia drogas em boates gays no Rio de Janeiro, aliciava jovens para atuar como atores pornográficos em filmes caseiros produzidos pelo seu marido Glenn Greenwald pelo menos entre os anos de 2004 e 2008.

Não era raro ver David e Lacraia nas antigas baladas gays no Rio de Janeiro como a Leboy, The Week, Sauna point 202 e na Sauna 117, na Glória. Não há como esconder o passado do jovem David Miranda, que saiu da favela de Jacarezinho no Rio de Janeiro para Copacabana.

Não podemos esquecer também a famosa rua Farme de Amoedo, em Ipanema, onde David fazia ponto durante as tardes ensolaradas no Rio de Janeiro. Com o dinheiro dos programas conseguiu locar um apartamento em Copacabana, local que dividia com travestis que o ajudavam a escoar cocaína e ecstasy nas baladas gays e nas ruas.

Com exclusividade a reportagem do Agora Paraná conversou com Eduardo Pitbull, um jovem gay do Rio de Janeiro que frequentava os mesmos lugares que David e chegou a ser convidado para atuar em um filme pornográfico pelo cachê de mil reais. “Na época era muito dinheiro, era equivalente a uns cinco mil nos dias de hoje. Ele me convidou várias vezes”, disse Eduardo. Ele contou ainda que se topasse atuar sem camisinha o cachê subia para R$ 1200. E se fosse bem dotado, com o pênis maior que 22 centímetros, subia para R$ 1400. Essa era a preferência de David, jovens bem dotados para atuar. Ele era uma espécie de “caça talentos” para seu namorado na época, Glenn Greenwald, responsável pela empresa Hairy Studs, que começou a fazer filmes no Rio de Janeiro para o mercado gay pornográfico. Eduardo Pitbull era um jovem de classe média, bonito e gay e chegou a ter um desentendimento com David Miranda na época, segundo ele, o motivo seria porque Miranda deu em cima de seu namorado na época dentro de uma boate, enquanto oferecia drogas dentro do banheiro.

“Bicha, o gringo tá pagando mil reais para fazer um filme. E sem camisinha ele paga mais ainda”, disse David Miranda a Daniel S. P., um dos jovens da favela que atuou nesses filmes. Dezenas de jovens de baixa renda no Rio de Janeiro foram cooptados para David Miranda para o mercado do sexo, que começou ainda nos Estados Unidos por Greenwald na empresa Hairy Jocks. Após romper com seu sócio Peter Haas, o jornalista do Intercept fundou seu próprio negócio no ramo da pornografia, a Hairy Studs, que começou a fazer filmes no Rio de Janeiro em 2005.  Em 2017, em processo que durou seis meses, o casal David Miranda e Glenn Greenwald conseguiu adotar dois meninos alagoanos. 

As informações podem ser confirmadas neste site americano sobre a Hairy Jocks e Hairy Studs.

https://www.nydailynews.com/news/national/greenwald-reporter-broke-nsa-story-lawyer-sued-porn-biz-article-1.1383448

Além da confirmação das duas fontes, a reportagem mergulhou no mundo da pornografia e teve acesso aos filmes produzidos por Greenwald, todos eles, o sexo era feito sem nenhum tipo de proteção.

Conheça os filmes pornográficos produzidos por Greenwald no Brasil. Neste link, aos 2:37, um homem com sotaque americano pergunta o tamanho do pênis de Tony, jovem brasileiro aliciado para atuar no filme. Atenção, cenas de sexo explícito.

https://pt.pornhub.com/view_video.php?viewkey=ph58b83e8141177

Veja outros filmes produzidos por Glenn Greenwald no Brasil

https://pt.pornhub.com/view_video.php?viewkey=ph58b876d0748a9

https://pt.pornhub.com/view_video.php?viewkey=ph58b7a3daaa0e5

https://pt.pornhub.com/view_video.php?viewkey=ph58b876d0748a9

https://pt.pornhub.com/view_video.php?viewkey=ph58b8148b2db41