Paraná amplia estrutura hospitalar com mais de 100 grandes obras e fortalece regionalização

Desde 2019, foram realizados 129 processos de obras em hospitais, sendo 48 reformas, 59 ampliações e 20 estruturas novas. Do total, 81 foram concluídas, 34 estão em andamento e 14 seguem em fase de tramitação processual. O total investido pelo Governo do Estado nesta área foi de R$ 1,1 bilhão

A consolidação da regionalização da saúde no Paraná tem transformado o acesso da população ao atendimento hospitalar em diferentes regiões do Estado. Nos últimos anos, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), ampliou a capacidade de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS), fortaleceu hospitais regionais e investiu em estruturas estratégicas para reduzir distâncias, descentralizar serviços e garantir atendimento mais próximo da população.

Desde 2019, foram realizados 129 processos de obras em hospitais, sendo 48 reformas, 59 ampliações e 20 estruturas novas. Do total, 81 foram concluídas, 34 estão em andamento e 14 seguem em fase de tramitação processual. O total investido pelo Governo do Estado nesta área foi de R$ 1,1 bilhão.

Mesmo diante de mudanças no perfil hospitalar do Estado, os números demonstram um avanço importante na capacidade de atendimento. Entre 2018 e 2025, o Paraná passou de 21.585 para 22.128 leitos distribuídos em sete especialidades. O destaque foi o aumento dos leitos complementares (que incluem UTIs e leitos para queimados e isolamento), com crescimento de 19,4%, seguido pelos leitos clínicos, que avançaram 12,3%, e cirúrgicos, com aumento de 6,6%.

Os dados refletem uma estratégia baseada na qualificação da rede e na capacidade de levar serviços de média e alta complexidade para o interior do Estado. Entre 2018 e 2026, o Paraná registrou redução no número de hospitais públicos com vínculo SUS, passando de 155 para 135 unidades, enquanto os hospitais privados vinculados ao SUS cresceram de 216 para 220. No total, o Estado passou de 489 para 478 estabelecimentos hospitalares.

“Temos uma organização da rede hospitalar baseada em eficiência, regionalização e fortalecimento da assistência. A estratégia estadual prioriza hospitais estruturados, modernos e preparados para atender demandas complexas em diferentes regiões do Paraná, reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos”, define o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

REGIONALIZAÇÃO – A regionalização da saúde, proposta pelo Governo do Estado, inclui a ampliação do atendimento e a aproximação dos serviços para mais perto da casa dos paranaenses. Na prática, o Governo investe em estruturas eficientes e permanentes, seja por meio de novas obras, reformas ou ampliações de espaços já existentes, ou ainda por meio de contratos com unidades que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A regionalização encurta distâncias e é planejada de acordo com a realidade de cada região. “Muitas vezes existe a percepção de que ter um hospital ao lado de casa resolveria todos os problemas, mas nem toda demanda exige uma estrutura hospitalar. Em muitos casos, os atendimentos podem ser realizados com qualidade e agilidade em Pronto Atendimentos ou Unidades Mistas de Saúde. Precisamos pensar em uma rede organizada, que utilize os recursos de forma inteligente e garanta mais leitos, equipamentos e profissionais onde realmente há necessidade”, destacou o secretário.

A estratégia do Estado busca fortalecer unidades mais estruturadas e resolutivas, garantindo melhor atendimento à população e ampliando a capacidade da rede pública de saúde. Esse movimento se materializa em investimentos recentes realizados pelo Governo do Paraná.

Um dos exemplos é o Hospital Regional de Telêmaco Borba, unidade que era aguardada há 14 anos e foi inaugurada em 2020,com investimento de R$ 30 milhões. Inicialmente com uso exclusivo para casos de Covid-19 na pandemia, ele foi reestruturado com melhorias na estrutura existente, equipamentos, pessoal e mais serviços para um novo centro materno-infantil em um investimento de R$ 3 milhões da Sesa. A unidade passou a realizar partos e atender intercorrências de gestantes, puérperas e recém-nascidos de até 28 dias de vida, com funcionamento 24 horas por dia.

A implantação do serviço representou um avanço significativo para a região dos Campos Gerais e do Vale do Tibagi, especialmente para gestantes de alto risco, que agora contam com atendimento especializado multiprofissional envolvendo obstetras, cardiologistas, endocrinologistas e outras especialidades conforme a necessidade clínica.

A mudança impactou diretamente a vida de pacientes como Renata Moreira, de 24 anos, moradora de Telêmaco Borba. Antes da abertura da unidade, ela precisaria percorrer cerca de 200 quilômetros até Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, para receber atendimento especializado durante a gestação. Com o novo hospital regional, o cuidado passou a acontecer perto de casa, junto da família e da rede de apoio.

Outro símbolo da expansão da assistência regionalizada é o Hospital da Criança de Maringá, inaugurado em setembro de 2024. Com 24,2 mil metros quadrados e investimento de R$ 124 milhões da Sesa, em um total de R$ 181,8 milhões, a estrutura é considerada um dos maiores complexos hospitalares infanto-juvenis do Brasil.

O hospital atende demandas de média e alta complexidade em 20 especialidades médicas, incluindo cardiologia, ortopedia, neuropediatria e oncologia. A unidade também realiza cirurgias, exames laboratoriais, exames de imagem e internações.

PRESENÇA SUS – Além de Maringá e Telêmaco Borba, a atual gestão estadual também ampliou a rede hospitalar com unidades regionais em cidades como Ivaiporã e Guarapuava, também abertos inicialmente para atendimento exclusivo da Covid-19, que hoje fortalece a presença do SUS no interior do Estado e criando uma rede mais equilibrada e acessível.

Em Guarapuava, por exemplo, são realizadas cerca de 600 cirurgias por mês, sendo grande parte na área de ortopedia de alta complexidade, como prótese de joelho e quadril. Dados do Instituto Santa Clara, que faz a gestão do hospital, mostram que o hospital realizou cerca de 13 mil cirurgias, incluindo 3 mil próteses de joelho e quadril, até o fim de 2025.

A expansão da assistência especializada tem impacto direto na redução do tempo de espera, no acesso a consultas, cirurgias e exames e, principalmente, na qualidade de vida da população. A regionalização  permite que pacientes recebam tratamento em suas próprias regiões, diminuindo deslocamentos longos e fortalecendo o atendimento humanizado.

INVESTIMENTO  O Paraná segue a ampliação da estrutura de hospitais no estado, e o governador Carlos Massa Ratinho Junior já anunciou – somente neste ano – a construção e reforma em quatro hospitais.

Matinhos, no Litoral, terá um novo hospital com um investimento de R$ 67,7 milhões dentro do programa Paraná Competitivo. Serão 90 leitos, incluindo UTI adulta, além de enfermarias, maternidade, centro cirúrgico e estrutura completa para exames de imagem.

O Hospital Graciele Possan, em Guaíra, na região Oeste, terá um aporte de R$ 64,3 milhões do Estado e contará com 84 leitos, distribuídos entre enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Também na região Oeste, na cidade de Assis Chateaubriand, foi assinado um investimento de R$ 74 milhões para a construção de um hospital com 80 leitos e distribuídos entre as áreas clínica, cirúrgica, obstétrica e UTI.

Com a reforma e readequação da estrutura atual, o Hospital São Camilo, em Irati, na região Sul, passará de 62 leitos para 101 leitos, com 20 leitos de UTI adulto. O investimento de quase R$ 13 milhões ainda será usado para ampliar salas cirúrgicas, de três para cinco, além de ganhar uma área física para implantação do serviço de hemodinâmica, para diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e neurológicas.

Também já foram anunciadas novas estruturas em Nova Esperança, Maringá, Ponta Grossa, Curitiba, Cascavel, Paiçandu, União da Vitória e Bituruna.

Seguem com as obras avançadas as unidades de Colombo, São José dos Pinhais, Imbituva e Cianorte. E foram inaugurados recentemente unidades em Arapongas, Loanda, São Mateus do Sul, Salto do Lontra, Capitão Leônidas Marques e Terra Boa.

 

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