Bolsistas reforçam combate ao coronavírus em unidade prisional

Um grupo de bolsistas contratados pelo Governo do Estado reforça as ações de monitoramento da Covid-19 no Complexo Médico Penal, unidade do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), em Curitiba. Nesta unidade atuam 18 bolsistas – nove enfermeiros e nove técnicos de enfermagem, que realizam os cuidados básicos, medicação e suporte necessário no sistema. Os atendimentos variam de 20 a 30 por bolsista, a cada 12 horas. Além disso, outros oito profissionais bolsistas, entre médicos, enfermeiros e nutricionista, atuam na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão e Cadeia Pública do Município.

A ação tem amparo no Programa de Apoio Institucional para Ações Extensionistas de Prevenção, Cuidados e Combate à Pandemia do Novo Coronavírus, instituído no mês de março. O programa é uma parceria firmada entre Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a Secretaria de Estado da Saúde.

As atividades envolvem professores e estudantes dos anos finais de cursos da área da saúde das sete universidades estaduais e da Universidade Federal do Paraná, além de profissionais recém-formados. “A pandemia do novo coronavírus coloca em evidência a função das universidades e o papel do Estado na manutenção de políticas públicas para o fortalecimento do sistema de saúde”, afirma o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona.

Segundo o diretor clínico do Complexo Médico Penal, Francisco Pereira dos Santos, a ação dos bolsistas fortalece o monitoramento de pacientes com sintomas relacionados ao coronavírus, como falta de ar, tosse e dor de cabeça. “Caso haja algum caso mais grave, o paciente é encaminhado para os hospitais e unidades de pronto atendimento”, explica.

ORIENTAÇÕES

Os bolsistas também fornecem orientações para que a população carcerária possa agir com tranquilidade e segurança, evitando a propagação do novo coronavírus. “Essa parcela da população é vulnerável às diversas questões, incluindo a saúde. O fato de estarem confinados aumenta o risco de contágio de doenças, principalmente a Covid-19”, aponta a médica Ursula Guirro, professora da UFPR e coordenadora das atividades do programa no Depen.

Joyce Nunes dos Santos, enfermeira bolsista do programa, destaca o impacto das ações no sistema prisional. “Temos que ter atenção na proliferação do vírus em ambientes que são mais propícios. Com esse trabalho de prevenção e cuidado conseguimos reduzir consideravelmente os impactos da doença”.

PROGRAMA

O Programa de Apoio Institucional para Ações de Prevenção e Cuidados diante da Pandemia do Novo Coronavírus abriu 1.064 vagas para bolsistas e o investimento soma R$ 8 milhões. Profissionais de saúde e estudantes de diferentes cursos da área que atuam no programa foram selecionados por meio de edital. Os coordenadores de projetos são profissionais integrantes das sete universidades estaduais e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Atualmente chega a 692 o número de bolsistas contratados. São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, estudantes de saúde e de outras áreas que atuam em unidades de Saúde e hospitais que integram as Regionais de Saúde, nas divisas do Estado, no serviço de teleatendimento, no Laboratório Central do Estado (Lacen), no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e no Departamento Penitenciário do Estado (Depen).