Novo terminal amplia potencial de produtividade do Porto de Paranaguá

O Porto de Paranaguá vai ampliar as movimentações pelo Corredor Oeste de Exportação. No próximo mês, um novo terminal se integra ao Corredor de Exportação Oeste, no novo berço 201. Esteiras para o transporte de granéis vão ligaro armazém da empresa Cavalca Administração Portuária (CAP) aos carregadores de navios. O investimento privado é de R$ 100 milhões.

“A modernização feita pela Portos do Paraná, com novos shiploaders e extensão do cais, possibilitou a entrada de mais terminais exportadores. Eles se conectarão ao eixo comum público, nos moldes do Corredor de Exportação Leste”, explica o diretor de Operações da autoridade portuária, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Segundo ele, o Corredor Oeste trará maior potencial de produtividade de embarque. “O sistema em pool, usado no Paraná, nos da maior eficiência de embarque, reforçando a posição dos portos do Paraná como grandes exportadores de granéis sólidos”, explica.

TESTES 

A instalação das novas esteiras já foi concluída, com testes realizados sem o produto. A empresa aguarda o processo de alfandegamento para iniciar a operação. O armazém da CAP tem capacidade estática de 55 mil toneladas e a capacidade de expedição, na correia transportadora, é de 2 mil toneladas/hora.

ESTRUTURA 

A dala, do terminal até o ponto zero, ponto de conexão com o berço 201, tem 1.275 metros. As correias que percorrem esse trajeto são totalmente fechadas, até o porto.

Dois tombadores estão disponíveis para os caminhões, com capacidade de descarga de até 350 toneladas por hora. Ambos contam com sistema de sucção de poeiras, garantindo 100% de aproveitamento da mercadoria no momento que o caminhão é tombado.  Todas as torres de elevação e de transferência também contam com sistema de despoeiramento.

De acordo com o gerente-geral do terminal, Eulisses Zagonel Machado, o projeto deve gerar 60 empregos diretos, com possibilidade de expansão. “É um projeto que está acontecendo desde 2015. Com isso, vamos atender a cadeia completa. O empreendimento é bom para a cidade, para a população, traz benefícios e geração de empregos para quem vive aqui”, destaca.