Paraná elege Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) para o Senado
Os dois novos parlamentares assumem as vagas antes ocupadas por Flávio Arns e Oriovisto Guimarães
Com a apuração atingindo 90,35% às 18h58 deste domingo (4), o pleito consagrou a vitória de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) como os novos representantes paranaenses na Câmara Alta. Barros liderou a contagem com mais de 2,8 milhões de votos (equivalente a 27,39% dos válidos), enquanto Dallagnol registrou mais de 2,6 milhões de sufrágios (25,34%).
Conheça os eleitos
Filipe Barros (PL)
- Perfil: Nascido em Londrina (norte paranaense), tem 35 anos.
- Formação e Início na Política: É graduado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde presidiu o DCE em 2012. Trabalhou como assessor legislativo na Câmara de Londrina entre 2013 e 2015 e elegeu-se vereador da cidade em 2016 pelo PRB.
- Trajetória Federal: Migrou para o PSL em 2018, ano em que garantiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Após passagens pelo União Brasil, filiou-se ao PL em 2022, legenda pela qual conquistou a reeleição federal. Atualmente, comanda o diretório estadual da sigla.
Deltan Dallagnol (Novo)
- Perfil: Natural de Pato Branco (sudoeste do estado), nasceu em 1980. É advogado e possui mestrado pela Harvard Law School.
- Carreira Jurídica: Atuou como procurador da República de 2003 até novembro de 2021, quando se exonerou. Participou de investigações como o caso Banestado e, a partir de 2014, chefiou a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba — deixando a coordenação em setembro de 2020 por motivos pessoais.
- Balanço da Operação: Dados do Ministério Público Federal (MPF) apontam que a equipe coordenada por ele apresentou 217 denúncias criminais contra 543 indivíduos, gerando ao menos 166 condenações judiciais.
- Projeção e Controvérsias: Durante os seis anos de liderança, assinou acusações contra várias figuras públicas e empresários, incluindo a célebre apresentação em PowerPoint de setembro de 2016 contra o ex-presidente Lula. Em 2022, elegeu-se deputado federal pelo Paraná como o candidato mais votado do estado (mais de 340 mil votos), mas teve seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano seguinte, perdendo o mandato.



