Exposição comemora os 200 anos da fotografia no CEU das Artes da Borda do Campo

Duas exposições fotográficas celebram os 200 anos da fotografia no CEU das Artes da Borda do Campo, em Quatro Barras. A abertura da mostra ocorreu no último dia 19, quando foi comemorado o Dia Mundial da Fotografia.

A data é celebrada com as exposições “O trabalho enobrece o homem”, de Mário Augusto Caparelli; e “Cores da Serra”, de Roberto Camelo, dois fotógrafos residentes na Borda do Campo, que somam décadas de experiência na fotografia e que detêm um olhar apurado para registrar aspectos do cotidiano e da biodiversidade.

CONHEÇA AS EXPOSIÇÕES – Composta por 17 fotografias, a exposição “O trabalho enobrece o homem” traz imagens em preto e branco de trabalhadores da região, destacando as expressões, os gestos e a dignidade dos retratados.

“A concepção deste trabalho surgiu a partir da observação do cotidiano em Quatro Barras, no Paraná. Percebi que homens e mulheres da cidade compartilham um profundo respeito pelo trabalho, independentemente de sua natureza. Seja uma atividade braçal ou intelectual, o que realmente importa para essas pessoas é a dedicação e o valor de exercer sua profissão”, contou Mário Augusto. A escolha pelo preto e branco torna a percepção de cada atividade ainda mais forte.

No movimento intenso do cotidiano, o documentário fotográfico busca enaltecer os trabalhadores e trabalhadoras, registrando com sensibilidade a força, a dignidade e a importância de cada profissão. “Mais do que retratos, as fotografias buscam homenagear aqueles que, com seu trabalho diário, ajudam a construir e fortalecer a comunidade”, destacou o fotógrafo, que reside na cidade há mais de duas décadas e já soma mais de 40 anos de profissão.

A exposição “Cores da Serra”, de Roberto Camelo, traz um acervo de 21 fotografias coloridas que retratam a biodiversidade da Serra do Mar, em Quatro Barras. Flores, fungos, orquídeas, insetos, pássaros, mariposas e borboletas compõem este conjunto multicolorido, que vai além de um simples registro da riqueza ambiental da região.

Camelo conta que a exposição tem a intenção de provocar. “Trata-se de uma provocação do que estamos acostumados a ver e daquilo que podemos enxergar, evidenciando que existem outras formas de olhar a mesma coisa. É um trabalho sobre o olhar, sobre como o ângulo modifica a imagem”, discorreu ele. Uma reflexão que pode se estender para outros campos e aspectos da vida.

A exposição segue aberta até o dia 30 de outubro e a entrada é gratuita. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Não perca!

 

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