Dutch Reach: Câmara discute campanha para proteger ciclistas em Curitiba

Ideia é disseminar a técnica do Dutch Reach em Curitiba, que orienta motoristas e passageiros a abrir a porta do carro com a mão oposta

Abrir a porta do carro com a mão oposta faz o corpo girar e leva motorista ou passageiro a verificar o fluxo da via antes de desembarcar. Conhecido como Dutch Reach, o procedimento poderá ser tema de uma campanha permanente em Curitiba para prevenir acidentes provocados pela abertura repentina de portas diante de ciclistas, motociclistas e pedestres.

A proposta em análise na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) institui uma campanha educativa e preventiva sobre a técnica. O objetivo é difundir uma mudança simples de hábito entre motoristas e passageiros, para reduzir o risco de colisões com quem circula ao lado de veículos estacionados.

O projeto explica que o Dutch Reach consiste em abrir a porta com a mão contrária ao lado em que ela está. Ao fazer esse movimento, a pessoa gira naturalmente o tronco, amplia o campo de visão e tende a olhar para trás e para o retrovisor antes de abrir a porta.

Técnica busca prevenir o chamado dooring

O acidente causado pela abertura repentina da porta de um veículo no caminho de um ciclista ou motociclista é conhecido como dooring. A justificativa da proposta afirma que esse tipo de ocorrência pode provocar lesões graves, internações e mortes.

O risco é maior quando a pessoa abre a porta sem observar o fluxo que passa junto ao veículo. Nessa situação, o ciclista ou motociclista pode atingir diretamente a porta ou desviar para outra faixa, ficando exposto a novos acidentes.

A campanha deverá incentivar a abertura correta das portas, divulgar os riscos do dooring e ampliar o conhecimento sobre procedimentos simples de prevenção. O texto também inclui os pedestres entre os usuários que podem ser protegidos pela medida.

Movimento força motorista a olhar para trás

A principal característica do Dutch Reach é substituir a mão mais próxima da porta pela mão oposta. No banco do motorista, por exemplo, a porta seria aberta com a mão direita. Esse gesto provoca a rotação do corpo e facilita a observação do retrovisor e da área ao lado e atrás do veículo. A intenção é fazer com que a verificação do fluxo ocorra antes que a porta avance sobre a via.

Na justificativa, a técnica é apresentada como gratuita, intuitiva, acessível e de rápida assimilação. Por não depender de equipamentos ou mudanças nos veículos, ela poderia ser incorporada a campanhas de educação no trânsito e aos hábitos cotidianos de motoristas e passageiros. O projeto tramitará nas comissões temáticas antes de ir ao plenário. A iniciativa é da vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL).

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