Alunos de universidades estaduais farão programa de formação em Nova York

Dez universitários de 18 a 19 anos foram recebidos nesta segunda-feira (15) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior antes do intercâmbio para os Estados Unidos pelo Programa de Mobilidade Talentos Paraná no Mundo

A vida de dez estudantes das universidades estaduais do Paraná está prestes a mudar. Com idades entre 18 e 19 anos e ainda nos primeiros anos da graduação, eles foram selecionados para a primeira edição do Programa de Mobilidade Talentos Paraná no Mundo e embarcam no fim deste mês para uma imersão acadêmica de seis semanas na Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), nos Estados Unidos.

Os estudantes foram recebidos nesta segunda-feira (15) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no Palácio Iguaçu. A iniciativa do Governo do Estado vai proporcionar uma experiência internacional nas áreas de tecnologia, engenharia e computação para alunos que alcançaram desempenho de excelência no Teste de Habilidades Acadêmicas Fundamentais (TOFAS), exame internacional que avalia conhecimentos em cálculo, programação e língua inglesa.

Segundo o governador, a iniciativa foi inspirada no programa Ganhando o Mundo, que já levou milhares de estudantes dos colégios estaduais para experiências internacionais. “Agora estamos levando essa experiência para os estudantes das universidades estaduais. É um projeto pioneiro e esses dez primeiros alunos terão a oportunidade de passar 45 dias em uma universidade de referência mundial, convivendo com estudantes de vários países e ampliando seus conhecimentos”, disse o governador.

Para Ratinho Junior, a experiência internacional permitirá que os estudantes tragam novos conhecimentos para o Estado. “Essa troca de experiências é muito importante. O que eles aprenderem lá poderão trazer para cá, ajudando a fortalecer nossas universidades e aproximando o Paraná das grandes referências mundiais em ensino, pesquisa e inovação”, analisa.

Com investimento de R$ 725 mil do Fundo Paraná, administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o programa levará os estudantes para um intercâmbio de seis semanas na City University of New York (CUNY), uma das maiores instituições públicas de ensino superior dos Estados Unidos. O embarque está previsto para o dia 25 de junho, com retorno ao Brasil em agosto.

Os participantes são estudantes dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Engenharia Elétrica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Dos dez selecionados, seis são de Foz do Iguaçu, dois de Ponta Grossa, um de Guarapuava e um de Cascavel.

A estudante de Ciência da Computação da Unioeste Caroline Saito, de 18 anos, foi a primeira colocada da seleção e acredita que a oportunidade vai complementar sua formação acadêmica. “Vai ser uma experiência muito legal. Além das aulas de inglês, teremos contato com temas ligados à robótica, ciência de dados e outras áreas da computação. Acho que isso vai agregar bastante à nossa formação e ao nosso currículo”, diz.

Já para o estudante do segundo ano de Engenharia Elétrica da Unioeste Marcos Renan Estevam, de 19 anos, a viagem representa a primeira experiência internacional da vida. “É quase um sonho. Nunca viajei para fora do País e espero voltar com uma visão diferente da engenharia elétrica, da robótica e da eletrônica. Vai ser uma oportunidade extraordinária de aprender uma nova língua e conhecer outras formas de estudar e trabalhar”, acredita.

De acordo com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, a proposta é criar uma política permanente de internacionalização para alunos da graduação das universidades estaduais. “Queremos oferecer aos estudantes da graduação uma vivência internacional ainda durante a formação universitária. Selecionamos alunos com excelente desempenho nas áreas de matemática, computação e engenharias para uma imersão acadêmica que amplia horizontes e complementa a formação profissional. A expectativa é que esse programa se consolide como uma política permanente da secretaria”, adianta.

Para o reitor da Unioeste, Alexandre Almeida Webber, a experiência terá reflexos não apenas para os estudantes selecionados, mas também para as universidades paranaenses. “Esses estudantes vão voltar com novas experiências e perspectivas que poderão compartilhar com os colegas. Eles ainda estão no início da graduação e terão muito tempo para multiplicar esse conhecimento dentro da universidade e incentivar outros alunos a buscarem oportunidades semelhantes”, salienta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *